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Danças Culturais e Folclóricas Brasileiras - 6 e 7 anos - Anos Finais

As danças culturais e folclóricas brasileiras refletem a rica miscigenação do país, unindo matrizes africanas, indígenas e europeias, como o Samba de Roda, o Frevo, o Cururu, Catira, o Carimbó e o Toré dos Povos Originários.

Grupo de pessoas participa de uma manifestação cultural popular ao ar livre. Os participantes usam fantasias coloridas com roupas bordadas por lantejoulas e desenhos em espiral, além de grandes máscaras ou capacetes cobertos por longas franjas metálicas douradas e multicoloridas, que escondem completamente o rosto. Um dos participantes à direita usa óculos escuros visíveis sob a franja. Ao centro, há um estandarte decorado com fitas coloridas. Ao fundo, outras pessoas observam o evento, reforçando o clima de festa tradicional.

Atenção!

Nesse post contém conteúdos, questões, atividades, gabaritos e habilidades.

A Dança e a Cultura Brasileira

A dança é uma manifestação artística e forma de expressão que utiliza o corpo humano como instrumento criativo. Por meio de movimentos ritmados, coreografados ou improvisados, as pessoas transmitem emoções, ideias e histórias, geralmente acompanhadas por música, mas também podendo existir em silêncio.

No Brasil a "Dança" é uma expressão riquíssima que mistura influências indígenas, africanas e europeias. Suas manifestações variam muito conforme a região.


Danças Culturais e Folclóricas

As danças culturais e folclóricas brasileiras refletem a rica miscigenação do país, unindo matrizes africanas, indígenas e europeias. Manifestações como o Samba de Roda (Bahia), o Frevo (Pernambuco), o Cururu (Centro-Oeste), Catira (Sudeste), o Carimbó (Pará) e o Toré dos povos originários são patrimônios que contam a história do Brasil através de ritmos, costumes e movimentos corporais vibrantes. Essas danças representam a história, a fé e o cotidiano de cada canto do país.


Samba de Roda

O Samba de Roda é uma das manifestações culturais mais importantes do Brasil, com raízes afro-brasileiras e influências indígenas e portuguesas. Nascido no século XVII no Recôncavo Baiano, o ritmo mistura música, poesia e dança. Em 2008, foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. 

É dança tradicional no estado da Bahia, mas atualmente, essa manifestação artística está presente em todas as partes do Brasil. E as variantes do Samba de Roda são: o Samba Chula, o Samba Corrido e a Umbigada. Pesquisadores apontam que o samba carioca foi inspirado no samba de roda da Bahia.

Características Principais:

  • Formação: Os participantes formam um círculo, onde cantam, tocam palmas e dançam. No centro da roda, os solistas realizam seus passos.

  • Passos e Corpo: A dança caracteriza-se pelo passo miudinho, jogo de quadris, movimentos com os braços e sapateado constante.

  • A Umbigada: Um movimento tradicional do samba de roda, onde o dançarino convida outra pessoa para o centro da roda.

  • O "miudinho": é um passo tradicional, caracterizado por movimentos curtos, rápidos e bem próximos ao chão.

  • Vestimentas: O uso de saias rodadas pelas mulheres é muito comum, servindo de elemento para a coreografia. 

O Samba de Roda e a Capoeira são manifestações afro-brasileiras interligadas, que surgiram na Bahia. A Capoeira costuma encerrar-se com o Samba de Roda para descontrair os praticantes, aliviar tensões após o jogo e celebrar a herança cultural, unindo música, ancestralidade, canto e dança.

Frevo

O Frevo é uma dança folclórica e cultural brasileira frenética, originária do final do século XIX em Recife e Olinda, Pernambuco. Marcada pelo ritmo acelerado de metais e percussão, mistura marcha, maxixe e movimentos de Capoeira. Destaca-se pelo uso de pequenas sombrinhas coloridas e passos acrobáticos.

A origem e história do Frevo surgiu nas ruas de Pernambuco em um momento de efervescência social, a partir da aceleração de marchinhas e dobrados executados por bandas militares. O termo deriva do verbo "ferver". Na época, blocos rivais disputavam espaço nas ruas, e capoeiristas acompanhavam os músicos para protegê-los. A movimentação de defesa e ataque desses capoeiristas misturou-se ao ritmo acelerado, criando as bases da dança. Devido à sua importância histórica e cultural, o frevo foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO

Características e Passos:

A dança do Frevo exige grande preparo físico, resistência e fôlego. É composta por mais de 100 passos catalogados, que incluem saltos, giros, descidas e movimentos próximos ao chão. Os passos mais icônicos incluem:

  • Passo de elevação: saltos onde as pernas são cruzadas ou abertas no ar.

  • Tesoura: movimento em que o dançarino passa por baixo da perna do parceiro ou lança uma perna à frente e outra atrás.

  • Mola: agachamento rápido com elevação alternada dos calcanhares.

  • Sombrinha: o uso do pequeno guarda-chuva colorido não é apenas decorativo; ele serve para ajudar no equilíbrio durante os giros e saltos. 

Frevo - Recife (PE)
Frevo - Recife (PE)
FOTO: Sérgio Bernardo/PCR
FOTO: Sérgio Bernardo/PCR
FOTO: Marcos Pastich/PCR
FOTO: Marcos Pastich/PCR

Cururu

O Cururu é uma dança e ritmo musical folclórico e cultural brasileiro, originário de rituais indígenas e consolidado na região Centro-Oeste e no interior de São Paulo. Marcado por cantorias, desafios poéticos e sapateado, é uma expressão tradicional de fé e devoção.

A origem do nome também é controversa. Há duas teorias: uma, que diz que vem de "caruru", uma planta que era cozida com o feijão servido antes do início das orações e da dança; e outra que remete a origem ao sapo-cururu.

Características Principais:

  • Formato: Praticado predominantemente por homens em roda, acompanhado de cantos improvisados.

  • Instrumentos: Utiliza a viola de cocho (típica pantaneira) e o ganzá, marcados por palmas e batidas de pés (sapateado).

  • Temática: Altamente religiosa, é uma forma de louvar santos padroeiros (como o Divino Espírito Santo) e também funciona como um desafio ou "repente" entre os participantes.

Exposição de Cururu e Siriri
Exposição de Cururu e Siriri
(Foto: Edu Slum)
(Foto: Edu Slum)
gazetadigital.
gazetadigital.

Catira

A Catira (ou Cateretê) é uma dança folclórica e cultural brasileira típica da cultura caipira, marcada pelo ritmo frenético de palmas e batidas de pés. Acompanhada por uma dupla de violeiros, os "catireiros" formam duas fileiras opostas para executar coreografias baseadas no sapateado e no som percussivo de seus próprios corpos. 

A sua origem e história tem raízes culturais híbridas, unindo influências das culturas indígena, africana e europeia (com fortes traços portugueses e espanhóis). É uma manifestação muito forte no interior de estados como São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Paraná. E historicamente ligada a ritos religiosos e festejos populares, hoje é um símbolo da identidade rural, passada de geração em geração. 

Movimentos e Vestimentas:

  • Passos Principais: Incluem o rasqueado, a escova e o recortado, onde os dançarinos alternam pulos e giros.

  • Sincronia: Tudo é feito em compasso com o som da moda de viola, exigindo extrema sintonia entre os participantes.

  • Figurino: Geralmente composto por calça jeans, camisa, bota, cinto com fivela e chapéu, preservando o estilo rústico dos violeiros e peões.

Grupo de Catira em apresentação
Grupo de Catira em apresentação
Os Catireiros.
Os Catireiros.
Dança Catira.
Dança Catira.

Carimbó

O Carimbó é uma dança de roda tradicional do estado do Pará, na região Norte do Brasil. A manifestação mescla elementos indígenas, africanos e portugueses, sendo caracterizada pelos movimentos rodopiantes em pares e pelo uso de saias amplas e coloridas. Em 2014, foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo IPHAN. 

A origem e história é datada do século XVII como uma celebração de agricultores e pescadores após um dia de trabalho. O nome deriva da palavra tupi curimbó, que faz referência ao tambor artesanal feito de tronco oco utilizado para marcar o ritmo da música. 

Características da Dança:

  • A Dança: É uma dança de roda onde homens e mulheres formam pares. O homem tenta conquistar a mulher com passos marcados e palmas, enquanto a mulher responde rodopiando com sua saia rodada.

  • Coreografias: Há passos que imitam movimentos de animais, como o passo dança do peru ou Carimbó do peru, executado quando um casal vai para o centro da roda. Nesse ato da coreografia, a dançarina deixa um lenço no chão que é apanhado pelo dançarino usando apenas a boca.

  • O Vestuário: As mulheres usam saias longas e estampadas em tecido de chita e blusas com babados, além de flores no cabelo. Os homens usam calça e camisa branca, muitas vezes com um chapéu de palha. 

Fonte da imagem: Wikipedia.
Fonte da imagem: Wikipedia.
Foto: Carlos Sodré.
Foto: Carlos Sodré.
Fonte da imagem: Wikipedia.
Fonte da imagem: Wikipedia.

No dia 26 de agosto, é celebrado no Pará o Dia Municipal do Carimbó. A data é a do nascimento do Mestre Verequete, músico que ficou conhecido como Rei do Carimbó.


Toré

O Toré é um ritual sagrado e festivo de diversos povos indígenas do Nordeste brasileiro. Ele une dança circular, cantos, religiosidade, luta, brincadeiras e união. Os participantes dançam em filas ou pares ao som de maracás, celebrando a identidade, os fenômenos naturais e a resistência indígena. 

Principais Características do Toré:

  • Música e Instrumentos: O ritmo é guiado pelo som contínuo dos maracás (que simbolizam os batimentos cardíacos), além de zabumbas e apitos. 

  • A dança do Toré é regida por uma música chamada Toante, que é cantado por apenas um “cantador” ou “cantadora” e acompanhado pelos gritos ritmados do grupo de bailarinos.

  • Simbolismo: Funciona como oração, diversão e demarcação de luta e território. 

  • Participantes: É praticado por diversas etnias com variações nos cantos e indumentárias. 

Povos Indígenas no Brasil Mirim
Povos Indígenas no Brasil Mirim
Fonte: geografianordeste
Fonte: geografianordeste
Toré – Canto das Danças com Sabuká Kariri Xocó
Toré – Canto das Danças com Sabuká Kariri Xocó

Existem outras danças folclóricas brasileiras são elas: Jongo; Xote; Baião;Dança de Fitas ou Pau de Fitas; Pastoris; Reisado; Fandango; Lundu; Marujada; Xaxado; Chula; Congada; Coco; Batuque e Dança do Boi de Mamão.

I. Questões simplificadas:

Atividade de Arte: A Dança e a Cultura Brasileira

Público-alvo: 6º e 7º anos do Ensino Fundamental

Objetivo: Compreender as manifestações artísticas e folclóricas brasileiras através da dança.


Questão 01

De acordo com o texto, a dança é uma manifestação artística que utiliza qual "instrumento" principal para a criação?

A) Instrumentos musicais de sopro.

B) O corpo humano.

D) Sombrinhas e leques coloridos.

d) Apenas o silêncio e o espaço.


Questão 02

2. O Samba de Roda, manifestação riquíssima da Bahia, foi reconhecido pela UNESCO em 2008 como:

A) Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

B) Maior espetáculo de rua do mundo.

C) Estilo de música clássica brasileira.

D) Dança exclusiva da região Sul do Brasil.


Questão 03

3. O termo "Frevo" tem uma origem curiosa ligada ao contexto social de Pernambuco. Ele deriva de qual verbo?

A) Dançar.

B) Festejar.

C) Ferver.

D) Lutar.


Questão 04

4. Sobre o Carimbó, dança tradicional do estado do Pará, é correto afirmar que seu nome se origina de:

A) Um pássaro típico da região amazônica.

B) Um tipo de saia rodada usada pelas mulheres.

C) Um tambor artesanal feito de tronco oco.

D) Um ritual sagrado dos povos indígenas.


Questão 05

5. Qual das danças abaixo é marcada pelo ritmo frenético de palmas e batidas de pés, sendo típica da cultura caipira e do interior de estados como São Paulo e Goiás?

A) Toré.

B) Catira.

C) Frevo.

D) Samba de Roda.


Questão 06

Explique, com suas palavras, por que o texto afirma que a dança no Brasil reflete uma "rica miscigenação". Quais as principais matrizes culturais citadas?


Questão 07

No Samba de Roda, o que é a "Umbigada" e qual a sua função dentro da coreografia?


Questão 08

O Frevo utiliza pequenas sombrinhas coloridas. Segundo o texto, qual a utilidade desse objeto para o dançarino além da parte decorativa?


Questão 09

Existem duas teorias para a origem do nome da dança "Cururu". Quais são elas?


Questão 10

O Toré é um ritual sagrado para muitos Povos Indígenas. O que o som dos maracás simboliza nessa dança e qual o objetivo geral desse ritual?


II. Questões contextualizadas:

Atividade Contextualizada de Arte: Danças e Cultura Brasileira

Público-alvo: 6º e 7º anos do Ensino Fundamental

Tema: Manifestações Folclóricas e Artísticas Nacionais


Questão 1

Numa oficina cultural no parque, um grupo praticava Capoeira de forma intensa. Ao terminar o jogo, em vez de encerrarem o evento, os participantes formaram uma roda, começaram a bater palmas no ritmo do pandeiro e convidaram todos para dançar. De acordo com o texto, por que o Samba de Roda costuma acontecer logo após a roda de Capoeira?

A) Para definir quem foi o vencedor do jogo de Capoeira através do sapateado.

B) Para descontrair os praticantes, aliviar as tensões do jogo e celebrar a herança afro-brasileira.

C) Porque a Capoeira só é considerada válida se terminar com a escolha de um rei do samba.

D) Para substituir os instrumentos afro-brasileiros por músicas eruditas europeias.


Questão 2

No final do século XIX, em Pernambuco, as ruas de Recife ficavam bastante movimentadas durante o Carnaval. Grupos rivais e bandas militares disputavam espaço. Para proteger os músicos, guerreiros capoeiristas caminhavam ao lado das bandas e executavam movimentos de ataque e defesa. Esse encontro histórico deu origem aos passos acrobáticos de qual dança, cujo nome deriva do verbo "ferver"?

A) Cururu.

B) Frevo.

C) Carimbó.

D) Catira.


Questão 3

Ao estudar a dança do Carimbó, tradicional no Pará, os alunos descobriram que a palavra curimbó não se referia originalmente à dança em si, mas sim a um instrumento essencial para o ritmo. Que instrumento é esse?

a) A saia colorida feita de tecido de chita usada pelas dançarinas.

b) O chapéu de palha usado pelos pescadores durante a colheita.

c) Um tambor artesanal feito a partir de um tronco de árvore oco.

d) Um apito feito de osso de peixe para guiar os passos dos casais.


Questão 4

Em uma festa do interior, a turma do 7º ano assistiu a uma apresentação onde os dançarinos formavam duas fileiras opostas. Eles usavam botas, chapéus, calças jeans e fivelas de couro, batendo palmas e pés no ritmo marcante de duas violas. Esse figurino e estilo de dança representam qual universo cultural brasileiro?

A) A cultura caipira e a identidade rural do peão e do violeiro.

B) A tradição exclusiva dos pescadores do litoral amazônico.

C) Um ritual sagrado de iniciação dos povos originários do Xingu.

D) O carnaval de rua acelerado das cidades de Olinda e Recife.


Questão 5

Durante uma feira de diversidade cultural no Nordeste, um grupo indígena executou o Toré dançando em círculos ao som ritmado dos maracás. O líder explicou que o som desse instrumento possui um forte significado para a comunidade. O que o som contínuo dos maracás simboliza nesse ritual sagrado?

B) O barulho da chuva caindo sobre as plantas da floresta.

b) Os batimentos cardíacos e a pulsão de união e vida do grupo.

C) O som das ondas do mar batendo nas rochas do litoral.

D) O galope dos cavalos trazidos pelos colonizadores europeus.

Parte II: Questões Dissertativas (Contextualizadas)


Questão 6

Imagine que você está assistindo a uma apresentação de Frevo na televisão com sua família. Um parente comenta: "Que bonito esse guarda-chuva colorido! Ele serve apenas para enfeitar e deixar a roupa do dançarino mais charmosa, não é?". Com base no texto, como você explicaria a ele a utilidade prática da sombrinha durante a dança?


Questão 7

Na dança do Carimbó, típica do Pará, há um momento divertido chamado "Carimbó do Peru". Nesse ato da coreografia, a dançarina deixa um lenço no chão e o parceiro precisa apanhá-lo usando apenas a boca. Descreva como funciona essa dinâmica de conquista entre o casal e qual o papel da saia das mulheres nesse momento.


Questão 8

Durante um trabalho em grupo sobre a região Centro-Oeste e o interior paulista, dois alunos encontraram explicações diferentes para a origem do nome da dança "Cururu". Explique quais são essas duas teorias mencionadas no texto.


Questão 9

Mariana foi a uma apresentação de Samba de Roda na Bahia e notou que, enquanto todos cantavam no círculo, uma dançarina no centro se aproximou de outra pessoa e fez o gesto da "umbigada". Explique o que significa a umbigada e qual a sua função dentro dessa manifestação artística.


Questão 10

Ao final da aula de Arte, o professor destacou a seguinte frase: "As danças folclóricas brasileiras são como um mapa da nossa história, pois nasceram da mistura de diferentes povos." Identifique as três principais matrizes culturais citadas no texto que formaram a nossa identidade e dê um exemplo de como elas se manifestam nas danças brasileiras.


Questão 10

Relacione cada dança folclórica e cultural brasileira da Coluna A ao seu respectivo significado ou característica principal descrita na Coluna B:


Coluna A (Danças)

( A ) Frevo

( B ) Carimbó

( C ) Toré

( D ) Catira

( E ) Samba de Roda

( F ) Cururu


Coluna B (Significados e Características)

  1. (     ) Ritual sagrado e festivo dos povos indígenas do Nordeste, onde o som contínuo dos maracás simboliza os batimentos cardíacos dos participantes.

  2. (     ) Dança típica da cultura caipira e rural executada em duas fileiras opostas, marcada pelo ritmo de palmas e batidas de pés acompanhadas por violeiros.

  3. (     ) Dança acelerada de Pernambuco cujo nome vem do verbo "ferver", famosa pelos passos acrobáticos e pelo uso de pequenas sombrinhas coloridas para o equilíbrio.

  4. (     ) Manifestação nascida na Bahia com o passo "miudinho" e o gesto da "umbigada", tradicionalmente realizada ao final do jogo de Capoeira para aliviar tensões.

  5. (     ) Dança de roda da região Norte que recebeu o nome a partir de um tambor artesanal de tronco oco (curimbó), destacando-se pelas saias amplas e rodadas das mulheres.

  6. (     ) Expressão de fé e religiosidade acompanhada pela viola de cocho, cujo nome possui duas teorias de origem: uma planta servida com feijão ou o sapo-cururu.


Questão 12

Associe as Danças Culturais a suas respectivas ilustrações.

 

( A ) Frevo

( B ) Carimbó

( C ) Toré

( D ) Catira

( E ) Samba de Roda

( F ) Cururu


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Sugestões de Atividades Práticas: Danças e Cultura Brasileira

Público-alvo: 6º e 7º Anos do Ensino Fundamental

Componente Curricular: Arte (Linguagem: Dança, Artes Visuais e Artes Integradas)


1. Vivência Corporal: "Vivenciando os Ritmos em Roda":

  • Objetivo: Experimentar o corpo como instrumento de percussão e ritmo, vivenciando o Samba de Roda e a Catira.

  • Espaço: Pátio, quadra ou sala com carteiras afastadas.

  • Materiais: Pandeiro, atabaque ou apenas palmas e batidas de pés.

Como Executar:

  1. Aquecimento e Pulsação (Catira): Peça para os alunos formarem duas filas opostas. Proponha um jogo de imitação rítmica (chamado e resposta): o professor bate uma sequência de palmas/pés e os alunos reproduzem em sincronia.

  2. A Roda do Samba e o Passo Miudinho: Forme uma grande roda. Todos mantêm o ritmo base com palmas. O professor demonstra o passo "miudinho" (movimentos curtos e rápidos bem próximos ao chão).

  3. A Umbigada Simbólica: No centro da roda, um aluno por vez faz uma breve improvisação corporal e convida o próximo colega fazendo o gesto tradicional da umbigada (ou cumprimento simbólico de mãos/ombros) para assumir o centro.


2. Oficina Mão na Massa: Confecção de Instrumentos e Adereços:

  • Objetivo: Integrar as Artes Visuais à Dança, reutilizando materiais recicláveis para construir elementos marcantes das manifestações folclóricas.

  • Materiais Sugeridos: Garrafas PET pequenas, pedrinhas/arroz/milho, fita crepe, tintas, fitas de cetim coloridas, cabos de vassoura velhos ou pratos de papel.

Propostas de Confecção:

  • Maracá do Toré (Ritmo Indígena):

    • Os alunos colocam grãos dentro da garrafa PET pequena, vedam bem a tampa e decoram o corpo da garrafa com grafismos indígenas em tinta acrílica ou canetinhas. Em seguida, prendem fitas coloridas na base.

  • A Saia de Carimbó de Papel/Fitas ou Adereços para o Frevo:

    • Confecção de mini-sombrinhas de Frevo utilizando pratos de papel dobrados e palitos de churrasco (decorados com fitas e colagens), ou fitas de papel crepon/TNT colorido amaradas na cintura para simular o movimento das saias de Carimbó.


3. Desafio Criativo: "O Encontro dos Ritmos" (Coreografia Autoral):

  • Objetivo: Desenvolver a habilidade EF69AR13 (pesquisa e composição de danças autorais em grupo).

  • Organização: Grupos de 4 a 6 alunos.

Como Executar:

  1. Cada grupo sorteia uma das danças estudadas (Frevo, Carimbó, Catira, Toré, Samba de Roda ou Cururu).

  2. O grupo recebe a missão de criar uma pequena sequência de 4 movimentos (16 tempos) combinando:

    • 1 movimento característico tradicional da dança sorteada.

    • 1 elemento visual/adereço (sombrinha, maracá, lenço ou batida de pés).

    • 2 movimentos livres ou contemporâneos criados pelo próprio grupo.

  3. Apresentação para a turma com roda de conversa final onde os colegas identificam os passos tradicionais utilizados.


4. Dinâmica do Lenço: "Carimbó do Peru":

  • Objetivo: Experimentar o jogo coreográfico de cortejo e expressão facial/corporal típico do Pará.

  • Materiais: Um lenço de pano ou retalho de tecido de chita.

Como Executar:

  1. Coloque uma música tradicional de Carimbó tocando no fundo.

  2. Em duplas ou em roda, os alunos dançam rodopiando.

  3. Um lenço é colocado no chão no centro da roda.

  4. O aluno desafiado deve tentar apanhar o lenço flexionando o joelho ou tronco (pode-se adaptar a regra para pegar com as mãos baixas sem usar os braços, jogando com o equilíbrio) enquanto a dupla dança ao redor usando o movimento das saias ou braços abertos.


5. Mapeamento Afetivo: "Memórias Dançantes da Família":

  • Objetivo: Conectar a dança à dimensão histórica e comunitária (EF69AR31).

  • Atividade para Casa / Sala:

  • Os alunos entrevistam pais, avós ou vizinhos com as seguintes perguntas:

    • Você conhece ou já dançou alguma dança folclórica/regional do Brasil?

    • De qual estado você ou sua família vieram e qual a dança típica de lá?

  • Em sala, cada aluno traz uma foto, objeto, trecho impresso ou relato sobre a resposta.

  • A turma constrói o "Mural do Patrimônio Vivo da Nossa Escola", ligando fios coloridos em um mapa do Brasil apontando as origens das famílias dos alunos e suas danças regionais.


💡 Dicas de Avaliação Processual e Inclusiva:

  • Não avalie a "perfeição técnica" do movimento: Avalie o engajamento, a participação, o respeito às diversidades corporais e a disposição para experimentar novos ritmos.

  • Acessibilidade: Para alunos com mobilidade reduzida, as atividades rítmicas de tronco, braços, palmas (na Catira e Samba) e instrumentos percussivos (Maracá do Toré) garantem participação total e integração na roda.


Habilidades (BNCC):

Componente Curricular: Arte

Etapa: Ensino Fundamental – Anos Finais (6º e 7º Anos)

Tema: A Dança, Matrizes Culturais e Patrimônio Imaterial do Brasil


1. Unidades Temáticas e Objetos de Conhecimento:

Unidade Temática

Objeto de Conhecimento

Aplicação no Conteúdo / Atividades

Dança

Contextos e Práticas

Estudo das manifestações folclóricas locais e regionais (Samba de Roda, Frevo, Carimbó, Catira, Cururu e Toré).

Dança

Elementos da Linguagem

Identificação dos elementos estruturantes do movimento corporal (ritmo, espaço, gestos, contrapeso com sombrinhas, batidas de pé/palma).

Dança

Processos de Criação / Matrizes Indígena e Afro-brasileira

Reconhecimento da miscigenação (matrizes africana, indígena e europeia) e da ancestralidade nas danças brasileiras.

Artes Integradas

Patrimônio Cultural

Compreensão dos bens imateriais reconhecidos pela UNESCO/IPHAN e valorização da diversidade cultural brasileira.

2. Habilidades Específicas da BNCC (Arte — 6º ao 9º Ano):

Linguagem: Dança


  • (EF69AR09)

    • Descrição: Pesquisar e analisar diferentes formas de expressão, representação e encenação da dança, reconhecendo e apreciando composições de dança de artistas e grupos brasileiros e estrangeiros de diferentes épocas.

    • Como é contemplada: Os alunos analisam a história, a formação das rodas, os figurinos (chita, botas, trajes típicos) e os contextos das apresentações folclóricas de variadas regiões do país.

  • (EF69AR13)

    • Descrição: Investigar brincadeiras, jogos, danças coletivas e outras práticas de dança de diferentes matrizes estéticas e culturais como referência para a criação e a composição de danças autorais, individualmente e em grupo.

    • Como é contemplada: O texto e as questões detalham as matrizes formadoras do Brasil (indígena, africana e europeia) e expressões rituais e festivas como o Toré Indígena e o Samba de Roda afro-brasileiro.

  • (EF69AR15)

    • Descrição: Discutir as experiências pessoais e coletivas em dança vivenciadas na escola e em outros contextos, problematizando estereótipos e preconceitos.

    • Como é contemplada: A contextualização estimula a reflexão sobre o respeito às tradições locais, à identidade caipira, à ancestralidade indígena e afro-brasileira, desconstruindo visões preconceituosas sobre rituais e manifestações populares.


Linguagem: Artes Integradas:

  • (EF69AR31)

    • Descrição: Relacionar as práticas artísticas às diferentes dimensões da vida social, cultural, política, histórica, econômica, estética e ética.

    • Como é contemplada: A atividade conecta o surgimento do Frevo às lutas de rua e capoeiristas em Recife, o Samba de Roda à descompressão após a Capoeira, o Carimbó à celebração do trabalho dos pescadores/agricultores, e o Toré à resistência territorial indígena.

  • (EF69AR34)

    • Descrição: Analisar e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, e favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas.

    • Como é contemplada: Trabalha explicitamente os conceitos de Patrimônio Cultural Imaterial reconhecido pela UNESCO e IPHAN (Samba de Roda, Frevo e Carimbó).


3. Competências Gerais da Educação Básica:

  1. Valorização da Diversidade e Saberes: Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade.

  2. Repertório Cultural: Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.

  3. Empatia e Cooperação: Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais.


4. Sugestão de Quadro para Plano de Aula (Professor)

OBJETIVO GERAL:
Analisar as danças folclóricas e tradicionais brasileiras como formas de expressão artística, patrimônio cultural e registro histórico da miscigenação nacional.

METODOLOGIA SUGERIDA:
1. Leitura mediada do texto explicativo.
2. Roda de conversa sobre conhecimentos prévios e vivências rítmicas dos alunos.
3. Resolução da atividade proposta (questões diretas, contextualizadas ou de associação).
4. Socialização das respostas e debate sobre respeito e preservação do patrimônio imaterial.

Gabarito para o Professor:

I. Questões simplificadas:

  1. b) O corpo humano.

  2. a) Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

  3. c) Ferver.

  4. c) Um tambor artesanal feito de tronco oco (curimbó).

  5. b) Catira.

  6. Resposta esperada: Espera-se que o aluno mencione a mistura das influências indígenas, africanas e europeias que formaram a cultura brasileira.

  7. Resposta esperada: É um movimento tradicional onde o dançarino convida outra pessoa para o centro da roda para dançar.

  8. Resposta esperada: A sombrinha serve para ajudar no equilíbrio do dançarino durante os passos acrobáticos, giros e saltos.

  9. Resposta esperada: Uma teoria diz que vem da planta "caruru" (servida em refeições antes da dança) e a outra remete ao sapo-cururu.

  10. Resposta esperada: O som dos maracás simboliza os batimentos cardíacos. O ritual celebra a identidade, a religiosidade, a união e a resistência indígena.


II. Questões contextualizadas:

Gabarito e Orientações para o Professor.


1. Resposta correta: B

Justificativa: O texto destaca que o Samba de Roda entra ao final da Capoeira para descontrair, aliviar as tensões do jogo e celebrar a herança afro-brasileira.

2. Resposta correta: B

Justificativa: O Frevo nasceu da aceleração das marchas e da proteção dos capoeiristas aos blocos no Recife, derivando do verbo "ferver".

3. Resposta correta: C

Justificativa: O nome Carimbó vem de curimbó, o tambor artesanal indígena/afro feito com tronco oco de árvore.

4. Resposta correta: A

Justificativa: O figurino (bota, chapéu, jeans, fivela) e o acompanhamento de violas marcam a Catira como expressão forte da cultura caipira e rural.

5. Resposta correta: B

Justificativa: No ritual do Toré, o som ritmado e contínuo dos maracás simboliza os batimentos cardíacos dos participantes.

6. Resposta esperada: O aluno deve explicar que a sombrinha não é apenas decorativa, mas atua como um contrapeso fundamental para ajudar o passista a manter o equilíbrio durante os saltos acrobáticos, giros e passos rápidos.

7. Resposta esperada: O aluno deve descrever que o homem tenta conquistar a mulher com passos marcados e tentando pegar o lenço com a boca, enquanto a mulher responde rodopiando e movimentando sua saia ampla e colorida como parte do jogo de atração/conquista.

8. Resposta esperada: A primeira teoria afirma que vem de "caruru", uma planta cozida com feijão e servida antes das orações e danças. A segunda teoria associa o nome diretamente ao sapo-cururu.

9. Resposta esperada: A umbigada é um gesto tradicional do Samba de Roda onde o dançarino que está no centro toca/indica o próximo participante, servindo como um convite para que a outra pessoa entre na roda para dançar.

10. Resposta esperada: As três matrizes são: indígena, africana e europeia. Como exemplos, o aluno pode citar o uso do tambor curimbó e do maracá (indígenas/afro), a capoeira e os ritmos de percussão do Samba de Roda (africana) ou os arranjos e instrumentos de corda/sopro como violas e bandas militares (europeias).

  1. A sequência correta do preenchimento dos parênteses (de cima para baixo) é: C - D - A - E - B - F.

1. ( C ) Toré: O texto destaca que o maracá simboliza os batimentos cardíacos no ritual sagrado indígena.

2. ( D ) Catira: Típica do ambiente rural e caipira, organizada em duas fileiras opostas com palmas, batidas de pés e violas.

3. ( A ) Frevo: Derivado de "ferver", ritmo urbano pernambucano marcante pelo fôlego, sombrinhas e acrobacias.

4. ( E ) Samba de Roda: Caracterizado pelo miudinho, umbigada e forte ligação histórica com a descompressão pós-capoeira.

5. ( B ) Carimbó: Dança do Pará cujo nome vem de curimbó (tambor de tronco oco) com saias rodadas de chita.

6. ( F ) Cururu: Tradição religiosa/devocional com violas de cocho e controvérsia no nome (planta caruru vs. sapo-cururu).

  1. 1-A; 2-D; 3-F; 4-B; 5-C; 6-E.



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